Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Notícias cervejeiras

Petrópolis negocia compra da cervejaria Cintra

Com a aquisição, a cervejaria se aproxima da participação de mercado da mexicana Femsa


Deve esquentar ainda mais a já aguerrida disputa por participação no mercado cervejeiro nacional, estimado em 9 bilhões de litros por ano. Estão avançadas as negociações para a compra da Cervejaria Cintra, do Rio de Janeiro, pela Cervejaria Petrópolis, que produz as marcas Itaipava e Crystal.

Com a aquisição, a Petrópolis subirá no ranking e vai encostar na mexicana Femsa Cervejaria do Brasil, dona das marcas Kaiser e Sol. A empresa, com sede no interior de São Paulo, somará aos seus 6,7% de participação de mercado - que detinha em dezembro, segundo dados do instituto A/C Nielsen - os 1,3% de participação da Cintra. A Femsa segue com 8,5% de participação.

As duas empresas não confirmam oficialmente a negociação, mas também não desmentem. A Cintra, que pertence a uma família portuguesa de mesmo sobrenome, estava à venda já há algum tempo. Limitações para a sua expansão levaram a direção da empresa a optar por esse caminho.

Há cerca de quatro anos, a empresa que chegou ao Brasil em 1997 colocou à venda 20% do seu capital com o objetivo de levantar recursos para sustentar o seu crescimento. A ambição era alcançar 10% de participação no mercado brasileiro até 2008. Ela não foi bem sucedida nos seus planos. Nunca superou um quinto da sua meta.

A estimativa dos que acompanham o segmento cervejeiro é de que a Cintra vá custar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões. Caso a venda seja fechada, a Petrópolis levará duas fabricas - uma em Piraí (RJ) e outra em Mogi Mirim (SP) -, além de um portfólio com refrigerantes e chope. A Cintra tem atuação restrita, mais concentrada na região Sudeste.

A Petrópolis é comandada pelo empresário Walter Faria, que já se viu envolvido na chamada Operação Cevada da Polícia Federal por suspeita de participação em esquema de fraude fiscal. Ele chegou a ser detido junto com outros diretores da Cervejaria Schincariol. Faria foi envolvido por ser um dos principais distribuidores da Schincariol no País.

A Petrópolis informa que fatura cerca de R$ 800 milhões por ano. Sua participação de mercado vem caindo desde setembro de 2006 - saiu de 7,1% para 6,7%, segundo dados do instituto de pesquisa ACNielsen. No mercado, calcula-se que essa participação corresponda a um faturamento anual de R$ 1,3 bilhão.

http://www.estadao.com.br/

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Notícias cervejeiras

Schincariol profissionaliza administração

O grupo Schincariol anunciou ontem mudanças em sua gestão, com a contratação de novo presidente para a empresa.
Fernando Terni, ex-presidente da Nokia no Brasil, foi contratado para o recém-criado cargo de presidente-executivo da companhia de bebidas, com início imediato. Adriano Schincariol, ex-diretor-superintendente, irá para o Conselho de Administração, com os demais membros da família que têm funções executivas.
A mudança integra processo de reformulação interna iniciado em 2004, após a morte do fundado José Nelson Schincariol. A empresa anunciou ontem seus resultados de 2006.
Adriano nega que a intenção com a mudança, seja vender a empresa. "É coisa que a concorrência inventa. Se sento para conversar com outra empresa, é para comprar", diz ele, que nega a intenção de abertura de capital.
"Precisávamos profissionalizar a gestão. Não dava para acompanhar o dia-a-dia e ter de lidar com o projeto estratégicoa longo prazo", explica.
A cervejaria faturou R$ 3,7 bilhões em 2006, alta de 18% sobre 2005.

(Folha de S. Paulo, 07/02/07, Dinheiro, B5)

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Hummmmm cerveja entrevista


Inaugurando essa nova seção, entrevistei Danny Van Tricht, um belga que conheceu todos os mosteiros trapistas, onde são fabricadas as melhores cervejas do mundo. São apenas seis cervejarias Trapistas na Bélgica (Chimay, Westmalle, Orval, Achel, Westvleteren e Rochefort) e uma na Holanda, a La Trappe. Os monges pertencentes à ordem Ordo Cisterciensis Strictioris Observantiae (Ordem Cisterciense da Estrita Observância), produzem a sua própria cerveja, que são vendidas para angariar fundos para as despesas e obras sociais.



Esse logo, "Authentic Trappist Product" indica que o produto segue as regras da Associação Internacional dos Trapistas

Vamos às perguntas:
Humcerveja - Danny, antes de começarmos, muito obrigado pela participação. Por favor, apresente-se aos nossos leitores.
Danny - Sou um rapaz de 44 anos que ama beber boas cervejas. Estou sempre aberto a experimentar uma cerveja nova. Eu e minha esposa Hugutte viajamos muito na Bélgica para visitar bares especializados em cervejas. Por outro lado, coleciono copos Trapistas.
Humcerveja - Qual foi a primeira cerveja que você tomou?
Danny - Jack Op foi minha primeira cerveja, quando tinha 8 anos. É uma cerveja local, baseada nas Lambic.
Humcerveja - Qual a sua cerveja favorita?
Danny - Chimay Triple (white) and Orval.
Humcerveja - E qual foi a pior?
Danny - Heineken.
Humcerveja - Você conhece alguma cerveja do Brasil?
Danny - Desculpe-me, só conheço a Brahma.
Humcerveja - Como surgiu a idéia de visitar as cervejarias Trapistas?
Danny - Por colecionar objetos Trapistas, eu fiquei cada vez mais interessado nos mosteiros Trapistas. É um mundo especial! E tem as cervejarias! Quando você visita uma, você quer mais! Agora visitei todas as sete cervejarias Trapistas do mundo!

Ele narra suas aventuras nas cervejarias Trapistas nesse site (http://www.trappistbier.be/) e aqui, o seu blog, onde narra suas viagens através das cervejarias belgas: http://vaderabt.blogspot.com/

http://www.cervebel.es/flash/de_tapeo/trapenses/trapenses.htm
http://www.mosteirotrapista.org.br/historico.htm

Domingo, Fevereiro 04, 2007

Cervejas sem álcool

Agora vou falar sobre as cervejas sem álcool. As cervejas desse tipo se diferenciam da cerveja tradicional utilizando-se o processo de fermentação interrompida, em que o tempo de contato da levedura com o mosto cervejeiro é reduzido, numa temperatura baixa, inibindo dessa forma, a produção do álcool.
De acordo com a legislação brasileira, uma cerveja pode ser considerada sem álcool se contiver até 0,5% de conteúdo alcoólico. Diz a alínea a, inciso III do artigo 66 do Decreto-lei nº 2.314/97:

“Art . 66. As cervejas são classificadas:
III - quanto ao teor alcoólico em:
a) cerveja sem álcool, quando seu conteúdo em álcool for menor que meio por cento em volume, não sendo obrigatória a declaração no rótulo do conteúdo alcoólico.”

Existem inúmeras cervejas sem álcool, tanto nacionais como importadas, por isso vou restringir um pouco, falando apenas sobre as cervejas mais fáceis de ser encontradas.Vamos as candidatas. Consegui encontrar, com certa facilidade, 6 cervejas desse tipo: a Bavária, a Belco, Crystal, Kronenbier, Liber e a Nova Schin.
A Bavária tem uma cor bonita até. A única coisa que pega é o aroma. Achei essa cerveja um pouco fedida. Tirando isso, é tragável, principalmente se comparada a sua versão normal.
http://www.bavariasemalcool.com.br/

A Liber é a única cerveja totalmente sem álcool do país. É fabricada como uma cerveja comum, com todos os seus processos completos. Depois de pronta, a cerveja tem todo o álcool retirado por meio de equipamentos especiais, que formam a Planta de Dealcoolização – importada da Alemanha e exclusiva no Brasil. No mundo, apenas alguns países possuem tecnologia semelhante, entre eles estão Espanha, Egito, Líbano, Alemanha, China e Bélgica.
É também, por enquanto, a pior cerveja. Não tem gosto de nada. É muito leve, aguada mesmo.
http://www.ambev.com.br/pro_28.htm

A Crystal, como sua irmã com álcool, nem parece que é fabricada pela Cervejaria Petrópolis, a mesma da Itaipava e da Petra. Essa cerveja é muito ruim. Por enquanto. ganha só da Liber, o que não é muita coisa. Achei muito fraquinha.
http://www.cervejacrystal.com.br/crystal/index.cfm

A Kronenbier é a primeira cerveja sem álcool do Brasil (foi criada em 1991), e também, por enquanto, é a melhor até agora. Bastante saborosa e refrescante, com uma cor muito bonita e espuma branca e consistente. É melhor que muita cerveja vendida por ai.
http://www.ambev.com.br/pro_26.htm

A Nova Schin é uma boa surpresa, principalmente se compararmos com as outras cervejas da marca. Não é muito cheirosa, mas em compensação, achei bastante saborosa. Por enquanto é a vice-campeã. Abrindo uns parênteses, ainda estou preocupado com a compra da Baden Baden pela Schincariol. Ainda tenho esperança de que eles não vão estragar as cervejas da Baden Baden.
http://www.novaschin.com.br/

A Belco foi a última a ser experimentada, e também não agradou. Achei muito leve, um pouco adocicada, meio enjoativa e também não é muito refrescante. Uma cerveja sem graça, que não dá vontade de beber novamente.
http://www.belco.com.br/

Conclusão: ainda falta muita pegada nesse tipo de cerveja. Todas são um pouco fracas quando comparadas às cervejas normais. Nessa comparação, fica Kronenbier em primeiro, e as surpresas Bavária e Nova Schin correndo por fora.

Therezópolis Gold


Ótima cerveja a Therezópolis Gold. É uma cerveja premium puro malte, e diz na garrafa que é fabricada de acordo com uma receita de 1912, de Alfredo Claussen, utilizando em sua fabricação, a pura e cristalina água mineral das montanhas de Teresópolis, além de maltes e lúpulos importados. Apresenta um delicioso aroma de lúpulo e malte, é encorpada e bastante refrescante. Contém 4,7% de graduação alcoólica e uma linda cor dourada, com espuma branca, consistente e bastante cremosa.

http://www.therezopolisgold.com.br/

Brahma Black


Finalmente pude provar o chopp Brahma Black, e posso dizer que superou todas as minhas expectativas.
É um chopp bastante cremoso e com um lindo efeito visual de cascata, sem contar a espuma, bastante consistente, graças a um processo de produção especial que adiciona à bebida, além de gás carbônico, nitrogênio, como na cerveja da Guinness. Mesmo tendo caramelo em sua composição, não achei esse chopp doce, pelo contrário, achei muito bom. Possui 5,0% de volume alcoólico, além de vir com um lindo copo que, infelizmente, acabei não comprando.

http://www.choppbrahmablack.com.br/

Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Notícias cervejeiras

AmBev compra cervejaria canadense por US$ 170 milhões

Aquisição da Lakeport demonstra tendência mundial de interesse por pequenas cervejarias

Marili Ribeiro e Patrícia Cançado

A AmBev, que integra o maior grupo cervejeiro mundial por volume de vendas, o belga InBev, anunciou ontem um acordo para aquisição da cervejaria canadense Lakeport Brewing, da província de Ontário. A compra, se aceita pelos acionistas e confirmada pelos órgão oficiais, custará US$ 170,8 milhões (cerca de R$ 360 milhões) à Labatt, que é a subsidiária canadense da AmBev.

A Lakeport é uma pequena cervejaria de Ontário, maior mercado do Canadá, responsável por 34% das vendas no País. Ela produz nove marcas próprias, entre as quais a Lakeport Honey Larger e a Lakeport Pilsener, que disputam o mercado popular. Ou seja: o de cervejas de menor preço e de descontos, um segmento no qual a AmBev/Labatt tinha pouca expressão. “A compra vai melhorar a composição do portfólio da empresa, que tinha uma marca nesse segmento”, admite um representante da empresa.

A Labatt acertou no contrato uma oferta de 28 dólares canadenses (R$ 50,5) por cota de ações da Lakeport, como informa em comunicado oficial. O valor representa um prêmio de 36% sobre o fechamento das ações da Lakeport na última quarta-feira.

Essa é uma aquisição pequena para o porte da AmBev, mas, segundo analistas, tem um sentido estratégico para a companhia. “O segmento de cervejas de desconto cresce mais que a média do mercado canadense atualmente. Há uma tendência de migração dos consumidores para cervejas de baixo preço no País”, afirma a analista de bebidas do Unibanco, Fanny Oreng. “Essa é uma marca de preço, com nome. E, ao contrário do que acontece na Labatt, as vendas da Lakeport estão crescendo.” Na visão de Fanny, essa aquisição abriu um caminho para outras compras no país.

APETITE

Para manter a atual taxa anual média de crescimento, de 33,2%, a AmBev traça sua expansão através de aquisições, típica de todo o setor cervejeiro mundial.

Nascida em 1999, quando a Cervejaria Brahma comprou a centenária Antarctica, a AmBev detém hoje no Brasil cerca de 70% do mercado brasileiro.

Em 2002, a companhia adquiriu o grupo Quilmes, com grande participação em mercado latino-americanos, como Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia - países onde já domina cerca de 80% das vendas, além de pequena presença no Chile.

Foi em agosto de 2004, então já a maior cervejaria da América Latina, que a AmBev fundiu-se com o grupo belga Interbrew, na ocasião a terceira maior cervejaria do mundo, formando a InBev.

Nessa negociação, veio a aquisição da Labatt, dona de mais de 60 marcas e que teve um valor estimado na época da compra em US$ 6 bilhões. No Canadá, atualmente a empresa disputa ombro a ombro os consumidores de cerveja com o grupo Molson Coors. Cada uma das empresas tem cerca de 40% de participação.

Para seguir alimentando seu apetite expansionista, a AmBev começa a desenhar uma política de aquisição de microcervejarias. Há dezenas delas por lá, muito em função da política regulatória que domina o segmento de bebidas no Canadá, onde o governo sugere até um preço máximo da cerveja (em torno de US$ 5) e desenvolve uma política de desestímulo o consumo.

“Trata-se de um mercado maduro que há dez anos não cresce”, diz um empresário que acompanha o setor e prefere o anonimato. “Para continuar a crescer em volume e ratear custos, que é a ambição das megacervejarias, só resta mesmo o caminho da compra de pequenos empreendimentos”.

Uma emergente no mercado de cervejas baratas

A Lakeport é uma cervejaria emergente de Ontário, o maior mercado do Canadá. Fundada em 1992, ela quase foi à falência seis anos depois, mas recuperou seu lugar no mercado ao passar por um processo de reestruturação. Entre 2001 e 2005, ela abriu o capital, mexeu no time de gestores e mudou seu foco de atuação. A Lakeport foi a primeira empresa a explorar o mercado de cervejas de desconto, com preços cerca de 30% mais baratos que o das marcas tradicionais do país, segundo um relatório do banco canadense Scotia Capital. Ela é pequena se comparada a gigantes como Molson ou Labatt, mas duas de suas marcas estão entre as dez cervejas mais vendidas de Ontário. Na região, sua participação nas vendas mais que dobrou de 2004 para 2005, de acordo com o Scotia Capital.

http://www.estadao.com.br/

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Budweiser

Em Homenagem ao meu e-mail novo da Budweiser, uma propaganda muito bem feita dessa cerveja.

"Budweiser, The King of Beers".

http://www.budweiser.com/default.asp

Em tempo, o e-mail é rodrigohen@budweiser.com. Qualquer crítica, dúvida ou sugestão, é só escrever, que ficarei feliz em responder.

Sábado, Janeiro 27, 2007

Notícias cervejeiras

Gole

O Chopp Brahma acaba de renovar a parceria com a Proeb, realizadora da Oktoberfest em Blumenau (SC).De 2004 a 2006, o crescimento do volume na região superou 55%.

(Folha de S. Paulo, Dinheiro, pág. B2, 27/01/07)

Sexta-feira, Janeiro 26, 2007

Mãe Preta


Recentemente achei essa cerveja escondida no fundo de uma prateleira num mercadinho. Mais pela curiosidade do que qualquer coisa, acabei comprando. E não é que essa cerveja fabricada pela Belco me surpreendeu??
Muito boa. Com, 4,0% de teor alcoólico, tem espuma consistente, um pouco amarga, mas muito saborosa. Apesar de conter caramelo, essa stout não é tão doce como a Caracu. Realmente, essa cerveja é uma grata surpresa.

http://www.belco.com.br/